Caleidoscópio do Éden
Quero que a verdade me consuma até o último gole

Meu pedacinho mais precioso

Terça-feira, Abril 28, 2009

bobinho e bobinha

Daquela menina triste que procurava o aconchego da morte, sobraram os olhos como janela e a predileção por violinos.

Saturno completou uma volta completa. O Tempo me deu o inexorável amor de um filho. E agora eu sou a mais boba das bobas. O aniversário é dele, o reizinho com 8 anos agora, mas sempre sou eu a presenteada com aqueles olhos-faróis metade azul, metade verde e a eterna alegria de quem é apaixonado pela vida.

  Tuca (1) Tuca (2) Tuca (3) Tuca (4)

E pra completar, Arthur agora tem um blog. Chama-se Mundo Material. Só o título já dá panos pra manga…

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Porque no início tudo é uma página em branco.

Sexta-feira, Abril 24, 2009

 

Arturo vê Imber pela janela

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Lamentações

Quinta-feira, Abril 23, 2009

o centro é branco e as pontas pretas

Triste saber que o muito que tenho a oferecer nem sempre é o muito que o outro precisa. Triste só, não revoltante, porque tenho a capacidade de aprender e tenho ouvido muito que “as coisas são como são” ultimamente. Lamento que as regras façam mais diferença que a essência. Lamento que as convenções falem mais alto que a vontade, porque acredito, com todas as forças, que o diferente é um privilégio. Pouco pra mim é um bando da mesma cor, e pior, de uma falsa cor. Daquelas cores que são uma má mistura de comum com nada. Cor de mentira onde a sinceridade deveria ecoar em cada canto. Seguirei acreditando que o equilíbrio não exclui o mal e o bem. O equilíbrio é aceitar o belo e reconhecer o feio como partes de uma mesma realidade, necessárias e mescladas, sem justaposição para que a cor de nada não apareça. O equilíbrio é um espiral infinito, e circular que é, passa por luz e trevas continuamente. O sol, também é noite afinal. E reconheço as dificuldades da realidade, da vida adulta, das impossibilidades, sem perder de vista os momentos gloriosos de verdadeira construção conjunta. Não fujo. Aprender que as coisas são como são, pra mim, é sinônimo de aprender a importância da verdade, e ela, a verdade, é meu sol definitivo.

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O Quereres

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim

(Caetano Veloso)

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O pai de Salomé

Quarta-feira, Abril 15, 2009

Rodrigo 8Mar A testosterona tão presente em Rodrigo é doce. Desconheço alguém tão sensivelmente másculo como ele. Rodrigo engana com aqueles músculos, aqueles ângulos espartanos e firmes de seu belíssimo corpo e rosto. Engana porque não é só bonito por fora. Rodrigo é muito, mas muito mais lindo por dentro. Mas isso tudo é chover no molhado, todos sabem disso.

Rodrigo é uma das pessoas que mais amo no mundo. Meu amigo, daqueles tão raros de achar por aí, que dizem as mais cortantes verdades e que nos afagam sem que precisemos dizer nossas necessidades.

Rodrigo é o pai do trabalho mais importante que fiz na vida. A minha peça de formatura, Salomé, de Oscar Wilde. Em Janeiro de 2008, quando eu ainda tentava me livrar de escombros e ruínas da última hecatombe da minha existência, ele estava lá, aliás bem antes disso, segurando minha mão e me impulsionando pra frente, lançando sua ácida alegria que nos permite voltar para a realidade mais sábios. Foi naquele mês que sua tenacidade me fez aceitar o inevitável, mariposa que eu era, abracei meu destino e lancei-me à luz mascarada de trevas.

Entre Janeiro e Março daquele ano vislumbramos o banquete, o metal, a seda, as cores da danação. Seduzimos, juntos, todos os membros da corte, mesmo seu rei, sua rainha e principalmente, sua princesa-prisioneira. E em todos os momentos, ele nunca se permitiu ter sequer uma gota a menos de intensidade. Rodrigo é um daqueles do reino dos cabelos dourados e coração de leão, que unem com precisão coragem e generosidade. Rodrigo é meu amigo.

E ontem, Rodrigo ganhou um prêmio. O prêmio Braskem Revelação pelo cenário de 4 espetáculos, dentre eles, Salomé, de Oscar Wilde. Difícil escrever algo depois disso sem parecer piegas ou clichê. Dizer que estou feliz? Que ele merece pela competência, inventividade e beleza de cada um de seus trabalhos? Que o prêmio verdadeiro quem ganha são seus amigos? Tudo isso é verdade. Mas o que senti naquele momento, e o que sinto, não pode ser verdadeiramente descrito em palavras, nossa cumplicidade é expressa em cada abraço, em cada olhar.

Prefiro apenas rir discaradamente de cada besteira que ele diz, de lembrar de seus pés sujos e seus inusitados momentos de escovar os dentes. De suas não-dormidas noites, de seus cigarros mentolados, de seu mal compreendido romantismo, de sua Madonna de bigode.

Mas abraçando Rodrigo eu abraço Salomé, abraço meus-nossos sonhos, abraço todos os que sabem que serão abraçados, abraço e bendigo o teatro e os encontros mágicos e lindos que esse caminho de tijolos amarelos nos permite.

Tenho a impressão que por mais que eu continue essa escrita, nunca estarei satisfeita em colocar um ponto final. Porque acredito que a amizade pode ser medida pela quantidade de lembranças doces que colecionamos, e no caso de Rodrigo, parece que essa medição é um poço sem fundo.

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Centro Técnico do TCA parabeniza Rodrigo Frota

Cobertura do jornal A Tarde sobre os vencedores do Braskem 2009

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Essa foto foi tirada no dia 8 de Março de 2008, por Tina Tude, quando estávamos a caminho do primeiro encontro com o rei Herodes, Antônio Fábio.

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Achado de hoje (vovó Therezinha, 82 anos):

Domingo, Abril 12, 2009

“Quanto mais instrução, mais rebelião”.

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A paixão da sexta-feira

Sexta-feira, Abril 10, 2009

peixe santoAdoro cozinhar. Adoro a alquimia do fogo nas cores, texturas, consistências, formas, sabores, odores. Adoro os momentos de reflexão pura que o ato de cozer nos proporciona, as músicas que compomos enquanto esperamos as coisas alcançarem o que imaginamos. Mais ainda quando é pra quem amamos, quando podemos colocar a rotina entre parênteses e aproveitar o momento de supensão, a alegria de uma rara frequência onde todos buscam os prazeres primitivos do comer e do estar junto. Nesta Sexta-feira a minha paixão foi o salmão assado, com pimentão colorido, azeite de oliva e alecrim, que dividi com minha família junta, com um bom vinho branco. Então, agradeço, e divido aqui, pra que fique registrado no universo. Sagrado é amar. Comer. Dividir.

É só.

P.S. – Quem sabe um dia eu divulgo a receita…

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Achado de hoje (Romaria a Juazeiro):

Sábado, Abril 04, 2009

“Ó que caminho tão longe e cheio de tanto arrodeio.”

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