Caleidoscópio do Éden
Quero que a verdade me consuma até o último gole

Aos 29

depois dos conhaques...

A intensidade é a minha heroína. Sim. A droga. Me entorpece, me toma, me vicia. A intensidade me chama como uma seringa em uma tarde chuvosa. Começa na boca, um gosto indecifrável de café e hortelã. O sangue esquenta e gela. A realidade embaça e no instante seguinte está mais nítida do que nunca. Dois minutos e a adrenalina me preenche, a loucura se torna minha irmã. Daí vem a sede. A sede que não cessa. A necessidade desesperadora do sorver. As pupilas dilatam ao menor cheiro de desejo. Envolta em cores e brilhos, meio poeira, meio água, uma voz sussurra: mundana. O som lateja em meus poros e eu inspiro, pela boca, um grande gole de eletricidade. Pinto os olhos de preto e estou pronta para a caça.

Um conhaque. Com mel. E limão em rodelas.

2 reescrevendo:

Adiciono ao drink uma gota de olhos pintados. Deve ser pingada (com cuidado e precisão cirúrgica) de um balde.


É tão bom se entorpecer de vez em quando... Principalmente quando o objetivo é arrancar todas as agonias existentes na alma.
Adorei seu blog.

Você quer brindar comigo?
=]


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