Nasceu. Eu nunca duvidei, apesar de todas as lanças apontadas para o meu pescoço. Eu nunca duvidei, nem por um segundo, e isso para mim também é uma primeira vez. Tão obstinada quanto eles, eu diria. Jamais me vi assim, tão apaixonada, tão demasiadamente apaixonada. Até pelos erros, pelos conflitos, pelas tempestades.
Jurei que não publicaria uma linha sequer até que Salomé estivesse de pé. E agora vem por aí a enxurrada de todos estes meses de silêncio forçado, em que concentrei todas as lágrimas, salivas e suores em um único propósito, fazer com que este amor fosse verdadeiramente nomeado.
Então, se inicia hoje a marcha das palavras rumo à danação da princesa e do profeta.
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